Oi, mãe! Queria poder conversar com você agora, mas não está mais aqui. Então, nos meus pensamentos, converso com você: O que faço nesta situação em que me encontro? Essa é a dúvida, mas cadê você pra me dar aquele olhar compassivo, aquele sorriso maroto, e me perguntar: como lidar com isso? Será que inventei essa pergunta sozinha ou você realmente me fez algum dia? Acho que isso não importa agora, bom é que você me deixou esta herança: perguntar sempre, não ter medo da dúvida, ela é o impulso para o encontro comigo, no agora. Agradeço sua presença em mim! (Karina Klinke, dia das mães/2026)
Foto: luci luh Admiro sua coragem de enfrentar as emoções com licença poética! Entre trovejadas desalinhadas de sentimentos consegue escolher os termos mais certeiros de os expressar. Personagens sarcásticas, divertidas, amorosas, cínicas, debilitadas, cansadas, fluem sem timidez por frases abertas, brincalhonas, rigorosas e provocantes. Fico a imaginar o sem número de sensações que as inspiraram! Quem andarilha por teus escritos passa sobre pedras pontudas, frescos richos e se deleita com o vento. Escrever assim é Arte. (Karina Klinke, verão 2024)