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Mostrando postagens de fevereiro, 2012

Lugar nenhum

Não fui educado para ser mulher. E o que há de mulher em mim, a sociedade repudia... Se “ela” não flui de mim, falo da outra, daquela que idealizo... Falo do desconhecido, do imaginado. Não delas, mas para elas. (Será que) falo? Nessa viagem transgênero, nesse esforço descomunal, olho as mulheres à minha volta: mãe, irmã, namorada, amante, professora, avó, tia, prima, vizinha, cunhada, esposa, colega, sogra, concunhada, amiga... São tantas e tão diferentes  que me confundo com o “ser mulher”. Tantas versões que é impossível juntá-las sob um só nome, mesmo que todas recebam as expectativas de um (e esse é um só) “vir a ser”; esse que advém de outras tantas mulheres e de tantos outros homens: pai, irmão, namorado, amante, sogro,  avô, tio, primo, vizinho, cunhado, esposo,concunhado, amigo..  Cada uma e cada um impondo-lhe o que imaginam ser mulher... E elas “vão sendo”... Conscientemente ou não, fazem-se mulheres. Ainda que nem sempre libertas da imposição do ...

Entre humanos e livros

I "Aquilo de que você se livra, desfaz, te quer. E aquilo que não te quer, você guarda? SER HUMANO !!!" (A.J.R.M.) II "Isto e Aquilo. livro disto, Me livro daquilo humano livro quer quer livro humano disto e daquilo livro humano, livro, livro me livro do isto e fico com aquilo livro todos..." (A.J.R.M. e K.K.)

Em nome do pudor da sociedade (hipócrita)

É preciso conter esses excessos fraternos. Parar de expressar ternura diante os problemas alheios, não ter remorso por fazer o outro esperar, deixar de se emocionar com o sorriso amigo, não beijar em público quem conta suas historias, disfarçar o brilho nos olhos ante as conquistas de outrem, dissimular a preferência pela companhia dos demais... Assim a sociedade não te discriminará. (Karina Klinke, verão 2012)