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Mostrando postagens de 2018

Intimidade

Aquela sensação que brota  Da troca Do toque FOTO: Karina Klinke Da curiosidade Do respeito por si Do desejo pela outra pessoa. Vem com saudades  De um tempo que Ainda não se viveu Com vontade de ir além De si. Demanda coragem Liberdade de ocupar Novos espaços Sentir outros cheiros Aventurar-se. Quanto mais íntimo de si Mais chance de se entregar À aventura de compartilhar De sentir o eu no nós De fazer do nós Outro eu Que compartilha Que dá e recebe Que evoca o melhor de si Em si e noutro/a. Bem vinda seja A intimidade sentida Permitida Entregue Receptiva Viva.  (Karina Klinke, junho/2018)

É só uma parte

Maurício Gomes Parte de mim é silêncio Palavras privadas Parte de mim são círculos nas águas Circunspecto Parte de mim é uma aparência de um sonho destruído Parte de mim são estátuas esculpidas em praças Braço esquerdo decepado Corpo carcomido pelo tempo e pela acidez do ar Parte de mim é rapsódia Fulcral e folclórica Uma parte de mim é uma fronteira invisível Paro antes Uma parte de mim não é dia e nem noite Sombras, somente Uma parte de mim é funambulesco Mise en abyme Uma parte de mim é riso decadente Macambúzio Uma parte de mim Sein zum tode Sem salvação Uma parte de mim são conexões randômicas Sem validade Uma parte de mim carrega na pele o medo As mãos de Platão são sombras noturnas Uma parte de mim Maleficarum Um Kraemer ou Sprenger Uma parte de mim busca a imortalidade Limpo os ossos e sopro o pó de Gilgamesh Uma parte de mim é Maurício Às vezes, a mesma parte é Antônio, é Maria É Antenor, é Sebastiana, é Lourd...

Faz parte do meu show

Enquanto não entendemos que a vida é  um fluxo de mudanças  Ficamos como espectadores,  quando deveríamos assumir as cenas. (Karina Klinke, UFMG, verão/2018)