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Mostrando postagens de 2017

Romance lexical

Fazer poemas sobre romances é um desafio. Entre o piegas e o desiludido, Ainda há o que se versar. Tentativa [em prosa versada]: Não quero você pra mim Te quero comigo. No dicionário Léxico, Comigo e contigo  significam: com a minha pessoa  e com a tua pessoa . Compreendem-se, então, duas pessoas, O que o mesmo dicionário define Pessoa: Identidade, individualidade, particularidade ou singularidade. (Re)Conhecer isso Pressupõe saber de si, Por si, para si. Pressupõe saber que o outro É outro ser em si Com seus (des)encantos. Não ajamos com leviandade! Tu e eu, Somos meu eu e teu eu. Meus sonhos são meus, Os teus são teus. Meus medos são meus. Logo, os meus desejos,  Os teus desejos E tudo o mais de mim e de ti. Coragem! Você, comigo, Somos nós 2.   (Karina Klinke, outono/2017)

(Des)Encontros [2]

Ela queria dizer que sente muito por te fazer acreditar que está brincando com teus sentimentos. É que se vê perdida às vezes por aquilo que sente e, se não diz, demonstra com provocações equivocadas. Talvez, pensa agora, estão apenas se machucando. Se os tempos fossem outros, se não houvessem tantos conceitos sobre as próprias escolhas, tanto medo de ser feliz, não seria assim. Finge que não é compreendida, mas é. Agora compreende também, mas não demonstra nada além de seus medos. Estavas sempre em dúvida, esquivando-te. Por que te esquivas? Pensava... Por não achá-la suficiente pra ti? Por causa das diferenças? Insegurança. Enquanto essa predomina, não se resolve o impasse. Mas permanece, confunde, afasta. Questão é não conseguir lidar com a exposição dos sentimentos que a fragilizam. Até porque ambas querem controlar as cenas e os próximos capítulos. Ninguém os conhece, mas insistem em protagonizá-los. Não querem se magoar, de fato. Falta-lhe coragem para a exposição dos verda...

Fato

Foto: Karina Klinke Estive em sua casa, vivendo seu espaço, respirando seu cheiro, cada movimento e palavra, é fato. Nunca antes fiz parte da  vida de uma pessoa tão de perto. Dizendo assim até parece que nunca vivi com alguém. O fato é que viver em espaço comum não é o mesmo que viver o espaço do outro. É como se gentilmente me concedesses o prazer de te conhecer por dentro. Passos, gestos, afetos, sabores, odores, corpo. É como se abrisse pra mim a porta de si e dissesse "venha". Eu fui, fiquei, gostei. Tamanha gentileza me fez sentir inteira, íntegra, porque não há contrato, somente fato. Ser e conhecer. Permitir fluir... assim é possível escrever em parceria qualquer nova circunstância. Junto, no ato. (Karina Klinke, verão/2017)