Mulher Saudade - Kim Molinero Ah, se soubéssemos mensurar... talvez fosse mais fácil entender medindo porções menores e maiores dos sentimentos. Ausências não se medem, não são explicáveis, inevitáveis, sem dúvida, um nada. Não se julga o nada, tão pouco se pode viver sem ele é um vazio que se auto-preenche que se sustenta na invisibilidade. Não é zero, é mais, é um todo repleto de sombras um preenchimento cruel mas desejável. Faz te sentir repleta, enredada, banhada de um frio que às vezes aquece... Alegria de sentir prazer que entristece sonho nebuloso desejo insaciável. (Karina Klinke, inverno de 2010.)
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