Foto: Karina Klinke Nestas noites quentes de primavera, quando estamos você e eu, gasto horas e horas olhando seu olhar que olha o meu. Eu, em vestes brancas, leves, esvoaçantes, olho para seus desejos que às vezes me assustam. Quando você sorri e posso ver seus dentes cerrados sinto um pouco de medo, temo pelo desejo que sentes por mim, pois sou frágil, e em você não há fragilidade, há um desejo imenso tal qual tenho quando me dedico a mover as engrenagens do mundo, tal qual sinto vivendo bravamente. Você me deseja de uma maneira poderosa, um frenesi, e tímida, minha fragilidade, teme completamente ser devorada. Temo por desintegrar-me em teus braços. Temo não conseguir controlar a intensidade de você em mim, esse seu desejo de que eu entre em você. E eu que fico passando a mão por seus braços, por seu ventre, por seu rosto. Você que no íntimo me olha e me diz que me esperou tanto! Que por vezes imaginou que não nos encontraríamos nesta existência. Isso provoca-me um choro emoc...
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