Recentemente reorganizei minha estante de livros que, desde o último estudo, há cinco anos, andava praticamente abandonada para interesses particulares. Hoje consegui, dadas as novas circunstâncias, consultar meus velhos livros, que antes se perdiam em desorganização e poeira. Abro o primeiro, Ok; o segundo, Ok também; o terceiro, Ok. Mas no quarto livro faço uma viagem no tempo... Encontro riscos que não reconheço como meus e, finalmente, anotações, escritas que me remetem à observação: alguém mais visitou este livro e de alguma forma, mais ou menos próxima, esta pessoa fez parte de minha vida. Dada a liberdade de tê-lo rabiscado, concluo que se sentia íntimo o bastante. Isto eu não sabia antes. Agora que reconheço a letra (obviamente porque houve intimidade para tanto), constato: foi recíproco. Ah, os livros, fonte ilimitada de saber! (Karina Klinke, verão 2014)