Onde se esconde a sensibilidade?
Ocultada na racionalidade da concorrência?
Travada no medo de si e do outro?
Aturdida pelo tempo acelerado?
Doente com a falta de receptividade?
Não se pode mostrar, isso está posto,
Ser sensível é sinal de fragilidade,
Expor-se,
Perder tempo "produtivo",
E o pior, ser rejeitado.
Assim, diz-se de tudo,
Menos o que sente,
Finge-se forte, quando quer se entregar,
Tudo é pra hoje,
Não deixa acontecer.
Oxalá nos libertássemos de toda essa farça,
E buscassemos a plenitude em si
Para saber compartilhar com o outro
Sem a angústia de se ferir,
Apenas deixar fluir.
(Karina Klinke, primavera 2014)

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