Preciso de um tempo pra elaborar tua partida. De repente o inevitável se encontra tão perto que a súbita aproximação paralisa. Não quero mais decifrar o que estava lendo, nem ouvir o que estava escutando, não consigo chorar e não tenho vontade de sorrir. CONGELADO, este é o meu estado de espírito, de corpo, de pensamento. Não consigo sequer lembrar como era tudo antes... Só o depois... Encontros fortuitos, intensos, conversas, cafés, outro cigarro, uma pro santo, sorrisos... De fato, amigo, você é único, insubstituível. Por isso nós outros, que ficamos, vamos trocar maliciosos olhares quando uma situação nos lembrar você, a cada encontro a memória de ti puxará grandes sacadas, boas risadas outrora partilhadas e a tua ausência te custará longos e-mails, muitas curtas mensagens e um bocado de visitas. Agora peço como Chico, “lava os olhos meus”, sabendo que, a cada reencontro, entoaremos Jobim: “que coisa linda, que coisa louca”... (Karina Klinke, outono, 2011)
Leia, escreva, experimente!