Conheceram-se em uma festa Ela estava acompanhada Ele, não Entreolharam-se. Em uma mesa de bar Reconheceram-se Olhares vivos e mãos suadas Ele tinha alguém Ela não. Passaram a se encontrar Casualmente ou agendado Às vezes ela ancorada em alguém Ou ele em outro alguém. Numa dessas ela ilusionou Hoje não terá ninguém Mas tinha De raiva do descompasso Decidiu ficar com alguém. Ele revidou Ela também. Aquele primeiro olhar Entretanto, prevaleceu Até ela entender Que com ou sem alguém Ele era quem trazia A doçura e a angústia Para ela sentir. (Karina Klinke, verão 2016)
Leia, escreva, experimente!