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Mostrando postagens de 2013

Mical

M as que menina levada, não tem medo da vida e não gosta de se sentir enganada I ntimida os trouxas que dela se aproximam de cara lavada por causarem mágoa C arinho dobrado pros amados! A miga dedicada, a qualquer hora e até na hora de não fazer nada... L á se vai o seu sorriso, encantando todo mundo que nem merece seu cuidado. Ah, amada, se soubesse fazer versos te entregava um por dia pra falar dessa amizade escancarada... Um salve nesse teu dia!!! (Karina Klinke, 18 de agosto de 2013)

Da culpabilização

O chavão atribuído a Rui Barbosa: "Não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem", tem servido de ícone para a culpabilização do outro. Todavia,   Quando você se deixa enganar o faz porque "se deixa", fantasia.  Como a criança birrenta, que exige o que não deve e continua insistindo.  A maturidade traz o discernimento e a tranquilidade diante das muitas desilusões vividas.  Com ela vem o esclarecimento de que há plenitude tanto nas lágrimas quanto nos sorrisos, porque a realidade é tudo o que temos.  (Karina Klinke,  inverno 2013)

A (in)decisão de (não) ser mãe

           Eventualmente, faço uns bicos de mãe para ajudar uma amiga em pequenas tarefas como levar um menino na escola, buscar o outro no inglês, ficar alerta caso os filhos dela precisem de algo nas ocasiões em que ela se ausenta da cidade por motivos profissionais. Gosto dos meninos e até me divirto com o título de “mãe-substituta” que inventamos para mim, nessas ocasiões.             Acontece que fui surpreendida por uma demanda um pouco maior do que um levar e buscar aqui ou acolá, na última noite.             Imaginem comigo: um dia intenso de trabalho, sob um sol escaldante. O cansaço era tanto que eu me deitei, mas não conseguia dormir. Nua em pelo, sem a obrigação de qualquer moralidade, levantei-me, peguei uma cerveja no congelador, troquei algumas palavras com uma amiga no Facebook, escolhi uma série de TV daquelas que não demandam...

Terceira Voz

O grito de horror, as lágrimas saltando aos olhos e o corpo contraído foram suas primeiras expressões do pânico que carregaria por toda sua infância e que ainda a fazem derramar lágrimas sentidas por sua ausência. Bastam de acusações a terceiros, fazê-la sofrer desta forma é intolerável. Não percebe que está perdendo o afeto de quem você magoa simplesmente por não enxergar que é amado? A quem quer punir? A si mesmo por se julgar não merecedor de tão magnífica companhia? A ela é que não pode ser. Alguém tão encantadora que precisa de sua proteção e carinho, é injusto. Ela não merece. Verbalizo as lágrimas e a tristeza que ela espalha por toda parte desde que entendeu que você não estaria ao seu lado hoje. Você  era o único presente que ela realmente esperava.  Ao contrário de trocar afetos, ela está aprendendo a acreditar que não merece celebrar a própria vida, mediante as expectativas frustradas.  Maltrate quem julgar que merece, mas aceite este amor inocent...