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Mostrando postagens de dezembro, 2012

Herrar é umano

Muitas vezes pensamos que trilhamos o caminho certo Ou ao menos um caminho  bom . Dá-se um passo, dois, depois mais um Tudo parece possível Heis que no meio do caminho tinha uma pedra Exu Tranca-Rua sai à frente E agora, José? Sei não... O jeito é ler poesia, Escrever para cuspir o fogo Correr pra se sentir em movimento. E quando der de parar, soltar o grito: Cruz credo, que foi isso maquinista? Volta-se à realidade, Vê-se que está no mesmo lugar donde partiu Ou noutro, pior, melhor, nunca se sabe Mas tem-se que continuar em movimento Tem que se olhar no espelho de novo Encarar a si e o que de si não se tem mais Olhar pro outro e enxergar Tudo o que de seu fê-lo assim. Ah, dor infinita do erro! (Karina Klinke, primarvera 2012)