No princípio era o verbo, e o verbo se fez carne. Promessas viraram feridas, ainda abertas luta-se por cicatrizá-las. Não tem lugar, só o que resta de quem tem de fato. A sobra, improdutiva e seca, pantanosa, é o que resta. Mas ainda se peleja com o verbo, para que se faça justiça e a carne não sofra tanto, para que nosso verbo tenha sentido, seja ouvido e se faça matéria: terra produtiva, teto e chão, educação, saúde, a dignidade perdida. Graças a Deus. (Karina Klinke, inverno de 2010)
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