No
princípio era o verbo,
e o
verbo se fez carne.
Promessas
viraram feridas,
ainda
abertas luta-se por cicatrizá-las.
Não
tem lugar, só o que resta de quem tem de fato.
A
sobra, improdutiva e seca, pantanosa, é o que resta.
Mas
ainda se peleja com o verbo,
para
que se faça justiça e a carne não sofra tanto,
para
que nosso verbo tenha sentido,
seja
ouvido e se faça matéria:
terra
produtiva, teto e chão, educação,
saúde,
a dignidade perdida.
Graças
a Deus.
(Karina
Klinke, inverno de 2010)

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