Foto: Karina Klinke Muito me indigna o que o machismo, o patriarcalismo e o capitalismo construíram sobre a imagem do Pai, a começar pela definição implacável dos opostos: masculino e feminino. A partir dessa dualidade, constituem-se modelos sociais nos quais ao Pai cabe ser: Viril : audacioso, bravo, enérgico, determinado. Logo, se não demonstrar essas características, é considerado medroso, covarde, fraco, pasmado, estático, derrotado, frágil, frouxo, preguiçoso, indiferente, apático, inseguro, confuso, efeminado, amaricado. Para manter a aparência viril, desde a infância lhe são reforçadas características que nem sempre dizem respeito à suas tendências. Isto não é responsabilidade exclusiva dos homens, as mães e outras mulheres fazem questão de impor a macheza a quem nasce do sexo masculino. Roupas, brinquedos, tarefas e atitudes são definidas na dualidade: homem não pode... homem deve... Sob tais determinações, cresce acreditando nestes estereótipos e, na idade adu...
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