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Mostrando postagens de dezembro, 2014

Grite

Quando tiver vontade de gritar, Grite. O vento levará tuas emoções pelos ares, Certamente saberão em quais ouvidos entrar. Sejam gritos de desespero ou horror, De angústia ou excitação, De lamento ou de paixão, Certamente saberão o que te comove, Saberão quem te move.  (Karina Klinke, primavera de 2014)

Quem ama?

Quem ama, é, minimamente, estranho. Abrir-se aos sentimentos é desumano. Humanos desejam receber, adquirir, possuir, convencer. Doar-se é animalesco. [Karina Klinke – primavera de 2014 - Créditos na Foto: Rodrigo Greppe]

Sensibilidade

Onde se esconde a sensibilidade? Ocultada na racionalidade da concorrência? Travada no medo de si e do outro ? Aturdida pelo tempo acelerado? Doente com a falta de receptividade? Não se pode mostrar, isso está posto, Ser sensível é sinal de fragilidade, Expor-se, Perder tempo "produtivo", E o pior, ser rejeitado. Assim, diz-se de tudo, Menos o que sente, Finge-se forte, quando quer se entregar, Tudo é pra hoje, Não deixa acontecer. Oxalá nos libertássemos de toda essa farça, E buscassemos a plenitude em si Para saber compartilhar com o outro Sem a angústia de se ferir, Apenas deixar fluir. (Karina Klinke, primavera 2014)