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Mostrando postagens de maio, 2010

Um Carinho

Lá vem vindo. Vem de longe, traz consigo: um ramo de flores, olhos que brilham, uma boa caminhada (pela frente). As flores, me prometeu plantar todas uma a uma, em corações-canteiros. Os olhos, diz que tomou emprestado de um novo-velho companheiro para iluminar a estrada. A caminhada, será ombro a ombro com aqueles com quem firmou o pacto de ser sempre camarada. ...Até que o sonho chegue e seja tudo... de um "novo-velho Companheiro" (By Camila Rodrigues, maio/2010)

Digressões sobre a poesia, as representações e a palavra

Ai, palavras, ai, palavras, Que estranha potência a vossa! Ai, palavras, ai, palavras, Sois de vento, ides no vento, No vento que não retorna, E, em tão rápida existência, Tudo se forma e transforma! (Cecília Meireles. “Romance LIII ou Das palavras aéreas”. In: Romanceiro da Inconfidência) Quem me conhece bem, certamente, estranhará que eu inicie um  post,  tomando como epígrafe, versos de Cecília Meireles. É nítida a minha estranheza com essa poetisa... Estranheza cujo motivo não é tão nítido assim... Talvez estranhe porque me sinta flagrada em mim mesma e nem sempre isso é confortável. Deixando esse prelúdio, que mais cabe ao meu divã semanal do que ao espaço de um blog (o leitor não tem nada – ou tem tudo! – a ver com a minha neurose), a questão é: RENOVA-SE MEU ENCANTAMENTO PELA POESIA... Renova-se ao perceber que a poesia-arte, poesia-sublimação antevê questões com as quais tempos depois, a cátedra “bate cabeça”. Nesse caso, falo das re...