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Saudade (do que não se viveu)


Mulher Saudade - Kim Molinero

Ah, se soubéssemos mensurar...
talvez fosse mais fácil entender
medindo porções menores e maiores
dos sentimentos.
Ausências não se medem,
não são explicáveis,
inevitáveis, sem dúvida,
um nada.
Não se julga o nada, 
tão pouco se pode viver sem ele
é um vazio que se auto-preenche
que se sustenta na invisibilidade.
Não é zero, é mais,
é um todo repleto de sombras
um preenchimento cruel
mas desejável.
Faz te sentir repleta,
enredada,
banhada de um frio que
às vezes aquece...
Alegria de sentir
prazer que entristece
sonho nebuloso
desejo insaciável.



(Karina Klinke, inverno de 2010.)

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