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Sentio


Foto: Karina Klinke

Castrada nos atos hercúleos
Esperados de corpos masculinos e femininos
A sensibilidade está latente 
Fazendo sofrer quem a carrega.

Deixa-la fluir não é fácil
Em meio às demandas sociais
Mas é saudável à sobrevivência
Dos seres que a portam.

Quando negada
Torna-se dor ou mágoa
E quando criticada
Torna-se auto-destruição.

Tudo depende do valor que é dado
À opinião alheia
De querer ou não receber aprovação 
Ao menos de um ser amado.

Mas segundo a lógica do chavão
"Quem ama, liberta"
Aprovar não faz sentido
Se não liberta, não ama.

O sensível liberto quer voltar,
Estar junto,
Compartilhar a liberdade,
Compromissado com as emoções.

Mas como são possessivas as pessoas
Inseguras
Carentes
De afeto e entendimento...

Nada mais delicado do que
Respeitar as sensibilidades
Entregar-se a elas
Sem cobranças.

Ah, essa tal sensibilidade
Desejada e incompreendida
Por si,
Pelo outro.

Deixe estar.
O ser sensível de fato
É incapaz de mal fazer
E põe intensidade no que faz.

(Karina Klinke, outono/2016)

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