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| (Vincent Van Gogh - "A noite estrelada" - 1889) |
Diante das saudades que não cediam
Fui te
procurar em meus sonhos
E para
surpresa minha, onde estavas?
Em
lugar nenhum.
Percebi
então que não és mais um devaneio,
Um
sujeito platônico.
Estás em
meu cotidiano,
Em
lugares concretos,
Num
envolvimento constante de dramas e sorrisos.
És uma
pessoa que participa de minha vida
Não
mais uma fantasia,
Agora
um humano.
Tuas
lágrimas e alegrias me contagiam
Enternecem-me,
aliviam-me, assustam-me.
Então
penso: este é tu mesmo ou continuo sendo eu,
Que te
vejo, desejo e oculto nos recantos de minha ilusão?
Sabe-se
lá o que os sentimentos provocam,
Não há
controle,
Não
quero controle,
Prefiro
o devaneio.
Legítimo
ou arrebatamento,
Existes assim para mim.
Às
vezes desejo saber como sou pra ti,
Isso me
apavora,
A ponto
de não suportar.
Recomeço
a ficção,
Não de
quem tu és, mas de quem sou sob teu olhar.
Isso é insano!
Para
que saber quem sou pra ti?
Sou eu
e és tu.
E nesse
emaranhado de seres
Satisfaço
minhas saudades
Sinto-te
perto,
Não ao
meu lado, mas dentro de mim
(o que
é melhor).
Sinto-te
parte em mim e me enovelo contigo
Em um
emaranhado de emoções.
Bom não
encontrar o fio da meada
Assim
não desenovela,
Se não
se sabe o começo,
Também
não se encontra o fim.
Perduram-se
infinitamente conflito e prazer
Pra te
manter por perto,
dizer de ti pra mim,
Indefinidamente.
Indefinidamente.
(Karina Klinke, verão 2014)

Adorei, assim é o sentimento amor...intenso, conflituoso ...
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