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O dito pelo não dito


Queria dizer muitas coisas...
Mas meu pudor não deixa,
O medo me retrai,
A coragem é pouca,
As ilusões me impedem.
Deixo-me ouvir
E confundo os dizeres em meus desejos.
Procuro me mostrar sem palavras,
Assim nunca sei como entendem...
Também não saberia se dissesse,
Porque cada qual ouve como pensa,
Sente o quanto permite,
Vê o que quer.
Sigo imaginando como seria se soubessem
E prossigo em silêncio
Que tudo sente, tudo sonha,
Tudo permite e sufoca...

(Karina Klinke, outono 2012)

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